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Zélio: O nosso chefe, “o Caboclo das Sete Encruzilhadas” nos ensinou assim, isto faz 60 anos, que o Exú é um trabalhador. Como na polícia tem soldado, o chefe de polícia não prende, o delegado não prende, quem prende são os soldados, cumprem ordens dos maiorais, então o Exú é um espírito que se encosta na falange, que aproveita para fazer o bem, porque cada passo para o bem que eles fazem vai aumentando a sua luz, de maneira, que é despertado e vai trabalhar, que dizer, vai pegar, vai seduzir este espírito que está obsedando alguém, então este Exú vai evoluir. É assim que o Caboclo das Sete Encruzilhadas nos ensinava. Pergunta: De que modo o Exú é um auxiliar e não um empregado do Orixá ou vice-versa? Zélio: Eu não digo empregado, mas é um espírito que tende a melhorar, então para ele melhorar ele vai fazer a caridade junto com as falanges, correndo em benefício daqueles que estão obsidiados, despertando e ajudando a despertar o espírito para afasta-lo do mal que ele estava fazendo, então ele se torna um auxiliar dos Orixás. (Nestas duas perguntas ele deixa claro que os Exús são a polícia espiritual das casas de Umbanda e que trabalham ligados às falanges das Sete Linhas de Umbanda que trabalham nos Templos. Por este motivo é que a presidência da Casa Branca de Oxalá e a sua Chefia Espiritual selecionam os médiuns que vão fazer a Obrigação de Exú. É um cuidado e um respeito tanto com eles como com os médiuns). Cada médium que passa por esta Obrigação vai colaborar com eles acrescentando energia e equilíbrio ao trabalho que eles executam. É por este motivo que tantas vezes é falado que devemos ter cuidado com nossos pensamentos e pedidos, pois eles são energias. Os Exús precisam das nossas energias positivas para que possam desempenhar melhor o seu trabalho. Nota: Os médiuns que vão fazer a obrigação de Exú devem permanecer em estado de seriedade, afastando-se de bebidas, festas, que neste caso exercem uma atração para as almas desorientadas. A função da obrigação de Exú é basicamente para fazer com que o Exú assuma no campo a função principal de guardião do médium, desde que este se comporte a altura de sua amizade e respeito. Bebidas: Gostam muito de bebidas voláteis e o aguardente está entre elas ao qual dão o nome de malafo ou marafo, conhaque, cerveja e outras bebidas fortes. As Pomba-giras gostam de anis e champanhe. Não há necessidade de o médium ingerir a bebida, pois a mesma pode ficar num copo e o Exú ou Pomba-gira trabalhar com a sua energia utilizando o conteúdo astral da bebida. (veja artigo no rodapé desta página) Comidas: Os Exús e Pomba Gira gostam de farofa, dendê, cebola, pimenta, limão, semente de mamona, e as Pombas Giras de enfeites e adornos, sem contar que gostam muito se suas oferendas enfeitadas com Rosas Vermelhas. Alguns Nomes de Exú: Exu Tranca Ruas das Almas, Exu Caveira, Exu Caveirinha, Exu Tata-Caveira, Seu João Caveira, Tranca Ruas da Encruzilhada, Sete Encruzilhadas, Veludo, Exú Campina, Exú do Cruzeiro, Arranca Toco, Exu do Lodo, Exu Lalu, da Madrugada, da Meia Noite, Mangueira, Mulambo, Gira Mundo, Vira Mundo, Exu Tiriri, Pimenta, Marabô, Seu Sete Capas, Porteira, dos Rios, da Cachoeira, dos Ventos, da Praia, Quebra Galho, Exu Sete Covas, Sete Catacumbas, Sete Luas, Sete Sombras, Três Punhais, Três Cruzes, Sete Chaves, Tranca Tudo, Tira Teima, poderíamos citar como os principais, entre tantos outros falangianos e chefes de Falange (Linha). Alguns Nomes de Pomba-Gira: Pomba Gira Maria Padilha, Mulambo e Gargalhada; do Cruzeiro, do Cais, da Calunga, do Cemitério; Cigana, Ciganinha, Maria Bonita, Rosa Maria, Maria Rosa, Maria Rita, Maria Quitéria, Rosa Vermelha, Rosa do Cruzeiro, Sete Véus, Sete Cravos, da Encruza, Guardiã, Gargalhada. São algumas entre muitas mais, sempre fiéis aos seu Exus, Chefes de Falange. Hierarquia dos Exús: Os Exús e Pomba-Giras prestam obediência ao Exu incorporado no Dirigente do Terreiro, pois incorporado no Pai de Santo, a Entidade recebe e trabalha com a Coroa, é o chefe dos trabalhos. Exú Tronqueira: Não confundir o trabalho do Exú dirigente dos trabalhos, com o trabalho do EXÚ TRONQUEIRA, também conhecido como Porteira. O Exú Tronqueira é aquele que guarda o Terreiro e passa por uma triagem às pessoas e espíritos que entram na Gira. Por isso ponto é firmado junto à porta de entrada e é a primeira a ser saudada. Todos devemos ter o máximo de respeito do Exú Tronqueira, pois Dele depende o bom andamento de uma Gira de Quimbanda firme. Devemos sempre agradecer a ele. É bom riscar um ponto de segurança, com o dedo médio da mão direita, ao passar por sua casa e/ou bater palmas reverenciando-o. |
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bibliografia: CASA BRANCA DE OXALÁ TEMPLO UMBANDISTA - Rua Barbacena, 35 – Lagoa Santa - MG CEP 33400-000 - Dirigentes;Solano de Oxalá e Maria de Omolú - mail: vianasolano@uol.com.br |
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EXÚ - Orixá
Os primeiros europeus que tiveram contato na África com o culto do orixá Exú dos iorubás, venerado pelos fons como o vodum Legba ou Elegbara,
atribuíram a essa divindade uma dupla identidade: a do deus fálico
greco-romano Príapo e a do diabo dos judeus e cristãos. A primeira por
causa dos altares, representações materiais e símbolos fálicos do orixá; a
segunda em razão de suas atribuições específicas no panteão dos orixás e
voduns e suas qualificações morais narradas pela mitologia, que o mostra
como um orixá que contraria as regras mais gerais de conduta aceitas
socialmente. Atribuições e caráter que os recém-chegados cristãos não
podiam conceber, enxergar sem o viés etnocêntrico e muito menos aceitar.
Nas palavras de Pierre Verger, Exú “tem um caráter suscetível, violento,
irascível, astucioso, grosseiro, vaidoso, indecente”, de modo que “os
primeiros missionários, espantados com tal conjunto, assimilaram-no ao
Diabo e fizeram dele o símbolo de tudo o que é maldade, perversidade,
abjeção e ódio, em oposição à bondade, pureza, elevação e amor de Deus”. - Assim é retratado Exú por padre Baudin:
Não há referências textuais sobre o caráter diabólico atribuído pelo
missionário a Exú, que a descrição prenuncia, mas há um dado muito
interessante na gravura que ilustra a descrição e que revela a direção da
interpretação de Baudin. Na ilustração aparece um homem sacrificando uma
ave a Exú, representado por uma estatueta protegida por uma casinhola
situada junto à porta de entrada da casa. A legenda da figura diz:
“Elegbá, o malvado espírito ou o Demônio”. Príapo e Demônio, as duas
qualidades de Exú para os cristãos. Já está lá, nesse texto católico de
1884, o binômio pecaminoso impingido a Exú no seu confronto com o
Ocidente: sexo e pecado, luxúria e danação, fornicação e maldade.
LENDAS DE EXÚ
Porque Exú Recebe Oferendas Antes Dos Outros Orixás
Exú Instaura O
Conflito Entre Iemanjá, Oiá E Oxum
Exú Torna-Se O
Amigo Predileto De Orumilá
Exú Leva Aos Homens O Oráculo De
Ifá
ATRIBUIÇÕES DE EXÚ Vigia as passagens, abre e fecha os caminhos. Por isso ajuda a resolver problemas da vida fora de casa e a encontrar caminhos para progredir,além de proteger contra perigos e inimigos. (É o responsável por administrar as encruzilhadas da psiquê humana - RSSJ) OS EXUS - Guias Exus são espíritos que já
encarnaram na terra. Na sua maioria, tiveram vida difícil como mulheres da
vida; boêmios; dançarinas de cabaré, etc. EXÚ É MAU? Muitos acreditam que
nossos amigos Exus são demônios, maus, ruins, perversos, que bebem sangue
e se regozijam com as desgraças que podem provocar . Nem todos eram maus,
havia os demônios bons que eram evocados para combater os maus. Demônios
benignos são representados como gênios guardiões, em número de 7 (sete),
que guardam as porteiras, portas dos templos, cemitérios, encruzilhadas,
casas e palácios. MAS ENTÃO QUEM É EXU? Ele é o
guardião dos caminhos, soldado dos Pretos-velhos e Caboclos, emissário
entre os homens e os Orixás, lutador contra o mau, sempre de frente, sem
medo, sem mandar recado. É claro que
em determinados lugares, eles se apresentarão de maneira diversa. Em
centros espíritas, podem aparecer como “guardas”.Em caravanas espirituais,
como lanceiros. Já foi verificado que alguns se apresentam de maneira
fina: com ternos, chapéus, etc. ALGUMAS PALAVRAS SOBRE OS EXUS: · Tem
palavra e a honram; “Pela Misericórdia de DEUS, que me permitiu a convivência com essas Entidades desde a adolescência, através dos mais diferentes filhos de fé, de diferentes terreiros, aprendi a reconhecê-los e dar-lhes o justo valor. Durante todos estes anos, dos EXÚS, POMBO-GIRAS e MIRINS recebi apenas o Bem, o Amor, a Alegria, a Proteção, o Desbloqueio emocional, além de muitas e muitas verdadeiras aulas de aprendizado variado. Esclareceram-me, afastando-me gradualmente da ILUSÃO DO PODER. Nunca me pediram nada em troca. Apenas exigiram meu próprio esforço. Mostraram-me os perigos e ensinaram-me a reconhecer a falsidade, a ignorância e as fraquezas humanas. Torno a repetir, jamais pediram algo para si próprios. Só recebi e só vi neles o Bem.” – Testemunho de um Pai-de-Santo. EXÚS E KIUMBAS – O COMBATE Ao
contrário do que se pensa, os exus não são os diabos e espíritos malignos
ou imundos que algumas religiões pregam, tampouco são espíritos
endurecidos ou obsessores que um grande número de espíritas crêem. Existem,
também, diversas organizações, com variados trabalhos e ações, mas com um
único objetivo de resgatar das trevas e do mal, os espíritos “caídos”. MÉTODO E ATUAÇÃO DOS EXUS A maneira
dos Exus atuarem, às vezes nos choca, pois achamos que eles devem ser
caridosos, benevolentes, etc. Mas, como podemos tratar mentes transviadas
no mal? Os exus usam as ferramentas que sabem usar: a força, o medo, as
magias, as capturas, etc. Os métodos podem parecer, para nós, um pouco sem
“amor”, mas eles sabem como agir quando necessitam que a Lei chegue às
trevas. Uma pessoa
quando está desequilibrada no campo da fé, precisa de um tratamento de
choque. Normalmente ela, após muitas quedas, recorre a uma religião e
torna-se fanática, ou seja, ela esgota o seu desequilíbrio, com outro
desequilíbrio: a falta de fé com o fanatismo. Parece um paradoxo? Sim,
parece, mas é extremamente necessário. Existem
algumas coisas com as quais um guia da direita (caboclo, preto-velho e
criança) não lida, mas quando se pede a um Exu, ele vai até essa sujeira,
entra e tira a pessoa do apuro. DEVEMOS OFERENDAR AOS EXUS? Os exus,
como já foi dito, atuam intensamente no submundo astral. Grandes batalhas
são travadas entre o bem e o mal. Muita energia é despendida nestas
investidas e os exus, por atuarem assim, acabam gastando enormemente as
suas reservas energéticas.Depois de vários “dias” trabalhando, eles se
recolhem em seus “quartéis” e repõem parte destas energias e aproveitam e
estudam, discutem novas táticas, etc. Mas, se o
exu é um espírito, porque ele precisa de oferendas materiais ? Quais
elementos podemos oferendar ? Posso então
oferecer um animal sacrificado para um exu? 1. Os
inimigos da Umbanda, sempre se apegam a este tipo de oferenda para dizer
que é uma religião demoníaca. Quando uma pessoa passa em frente a um
despacho numa encruzilhada, aquela cena causa-lhe desagradáveis sensações
e os seus pensamentos negativos vão se juntar à egrégora negativa já
criada com um despacho. Devemos conhecer cada vez mais o trabalho dos guardiões, pois eles estão do lado da Lei e não contra ela. Vamos encará-los de maneira racional e não como bichos-papões. Eles estão sempre dispostos ao esclarecimento. Através de uma conversa franca, honesta e respeitosa, podemos aprender muito com eles. Agora, eu te pergunto: o que você sente ao ser incorporado pelo teu Exú? Pense e
depois me diga, se o que você sente não é uma poderosa força neutra que te
retesa o corpo e as mãos. Você não sente ódio, rancor, maldade,
perversidade, desejo de vingança, enfim, nada da caracterização de um ser
monstruoso que alguns pensam ser nossos irmãos Exus. Não se esqueça que
Exú muitas vezes é chamado de ”Compadre”, ou seja, aquele em quem você
confia tanto, a ponto de dar seu filho para batizar. EXÚS SÃO DEMÔNIOS? Pelo
contrário… Os Exus, são os Senhores Agentes da Justiça Kármica, são quem
guardam a cada um de nós e ao terreiro como um todo (Quem você acha quem
são os vigilantes tão mencionados nos livros de Chico Xavier/ André
Luiz?). Resumindo, EXU NÃO É O DIABO!!! Basicamente
existem três correntes de pensamento, que tentam explicar o nascedouro do
vocábulo “Exu”.1. A primeira corrente afirma que a palavra Exu seria uma
corruptela ou distorção dos nomes Esseiá/Essuiá, significando lado oposto
ou outro lado da margem, nomenclatura dada a espíritos desgarrados que
foram arrebanhados para a Lemúria, continente que teria existido no
planeta Terra. Ainda hoje,
apesar dos esforços direcionados a um maior estudo no meio umbandista, os
Exus são tidos, pelos que não conhecem suas origens e atribuições, como a
personificação individualizada do mal, o diabo incorporado. Tal imagem é
fruto de más interpretações dadas por pessoas que, não tendo a devida
cautela em avaliar fatos e objetos de culto, passaram a conferir aos Exus
o título de mensageiros das trevas. Os Kiumbas,
para penetrarem nos terreiros, fingem ser Caboclos, Pretos-Velhos, Exus,
Crianças etc., cabendo ao Guia-chefe da Casa estar sempre vigilante ante a
determinadas condutas, como palavrões, exibições bizarras, ameaças etc. Estes
“médiuns”, não raras vezes, acabando caindo no ridículo, ficam
desacreditados, dando margem, segundo a Lei de Afinidades, a aproximação e
posterior tormento por parte dos obsessores. |
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O TEXTO ACIMA É PARTE INTEGRANTE DE UMA PESQUISA REALIZADA PARA ELABORAÇÃO DE UMA APOSTILA, CRIADA POR JOÃO LUIZ - AUTORES: VÁRIOS - http://povodearuanda.wordpress.com/2006/12/06/exu/ |
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Exu e o Médium Muitas vezes, ele
funciona como um espelho, refletindo em seu comportamento os defeitos e
qualidades de seu médium. Não estamos falando aqui de mistificação nem
animismo e sim de um comportamento em que pela convivência um exterioriza
qualidades e defeitos do outro. Apesar de Exu ter opinião própria a
manifesta em linguagem simples e direta de forma que todos entendam. É ele
a entidade mais próxima a nossa realidade e anseios materiais. Quando o
médium começa a se desenvolver costuma ouvir que há a necessidade de
doutrinar seu Exu. É natural que o médium não tenha doutrina no inicio de
sua jornada espiritual e Exu exterioriza isso em seu comportamento, após
boa doutrinação da entidade veremos a necessidade de doutrina também para
o médium que acaba de chegar na casa. Durante o desenvolvimento mediúnico
é ainda natural que o Exu se apresente pedindo sua oferenda, pois sua
força é potencializadora e vitalizadora da mediunidade. Texto extraído do JUS – JORNAL DE UMBANDA SAGRADA |
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O MISTÉRIO EXU Trazido da África como Orixá, logo se destacou como o mensageiro dos outros Orixás, sendo oferendado sempre em primeiro lugar para que não atrapalhasse e nem criasse confusão durante a engira, tinha na África como símbolo um falo ereto, representando o seu vigor, sim esta é a chave da correta interpretação de seu mistério pois enquanto “elemento” é ele quem vitaliza os demais, não se assenta exatamente em uma linha de Umbanda, mas para ela se manifesta em todas dando a sustentação para as linhas de esquerda masculina pois todos Orixás e Guias tem seus Exús correspondentes, Exús de Oxalá , de Oxúm, de Yansã, de Omulú…., logo são vitalizadores ou desvitalizadores da fé , do amor, da ordem, da geração……e pasmem não trabalham por “desejo” ou “vontade própria” e sim pela vontade da lei maior e de seus consulentes, e é aí que entra seu par natural Pomba-Gira esbanjando desejos e vontades, que por si só não se realizam sem a vitalidade. Elas trazem este elemento do desejo para nossas vidas, desejo de viver, trabalhar, estudar…. Cada um de nós médiuns tem pelo menos três Exús , um Guardião da nossa esquerda que raramente se manifesta e tem relação com nosso Orixá Ancestral, um Exú de trabalho que normalmente incorporamos com relação ao Orixá de Juntó , e um natural que nunca incorporamos relacionado ao Orixá de Frente. Já quem não trabalha tem apenas o natural que não incorpora e atua através de terceiros pela lei maior . Campo de atuação de Exú é vasto, visto que responde religiosamente e magisticamente. “Sem Exú na Umbanda não se faz nada” uma vez que não aprendemos a lidar com as forças das trevas, para o nosso próprio bem, por vez quem as manipula é Exú e Pomba-gira através da Lei Maior . Respondem por nomes simbólicos, das suas linhas de trabalho, os quais revela seu campo de atuação e a qual Orixá respondem através da Lei onde: Exú 7montanhas, 7= sete linhas, montanha = xangô, trabalha nos sete sentidos da vida pela justiça de xangô. Exú corta-fogo, corta = espada, fogo = xangô, ordenando os campos da justiça. Exú sete encruzilhadas, sete encruzilhadas é fator de oxalá para as sete linhas, logo é um Exú que trabalha nos sete sentidos da vida através da sua fé e convicções. Todos eles atuando no sentido de vitalizar ou desvitalizar o que se encontra em seu campo de atuação. Jus -Jornal de Umbanda Sagrada – Alexandre Cumino |
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Exú também foi um anjo Filho de Deus nosso senhor Mas um subiu, outro desceu Foi cumprir sua missão Pelos quatro cantos do mundo Foi batizado por Antônio E pelas Leis do Oriente Valei-me, valei-me meu Santo Antônio Que ele é Exú Tranca-Ruas de fé Exú em Yorubá significa “ESFERA”. O que não tem começo nem fim, aquilo que é infinito. Ao contrário do que se pensa, os Exús não são os diabos e espíritos malígnos ou imundos que algumas religiões pregam, tampouco são espíritos endurecidos ou obsessores que um grande número de espíritas crêem. Os “diabos” ou demônios são seres mitológicos já “desvendados” pela doutrina espírita, portanto, não existem. Espíritos trevosos ou obsessores são espíritos que se encontram desajustados perante à Lei. Provocam os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. São espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vinganças, calcadas no ódio doentio. Aguardam, enfim, que a Lei os “recupere” da melhor maneira possível (voluntária ou involuntariamente). São conhecidos, pelos umbandistas, quimbandistas, etc., como quiumbas. Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas. Este baixo astral é uma enorme “egrégora” formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada, vícios de todas as estirpes, alimentam esta faixa vibracional e os quiumbas se comprazem nisso, já que sentem-se mais fortalecidos. O baixo astral, mesmo num imenso caos, tem diversas organizações, fortemente esquematizadas e hierarquizadas. Planos bem elaborados, mentes prodigiosas, táticas de guerrilhas, precisões cirúrgicas, exércitos bem aparelhados e treinados, compõem o quadro destas organizações. Muitas delas agem na plena certeza de cumprirem os desígnios da Lei Divina, onde confundem a Lei da Ação e Reação com o “olho por olho, dente por dente”. Vingam-se pensando que fazem a coisa certa. Algumas agem no mal, mesmo sabendo que estão contra a Lei, mas enquanto a vingança não se consumar, não haverá trégua para os seus “inimigos”. Acham que não plantam o mal, nem que a Reação se voltará mais cedo ou mais tarde. Cada mal praticado por um espírito o leva a cada vez mais para “baixo”. As quedas são freqüentes e provocam mais e mais revoltas. Alguns espíritos caem tanto que perdem a consciência humana, transformando-se (ou plasmando) os seus corpos astrais em verdadeiras feras, animais, bestas e assim são usados por outros espíritos como tais. Alguns transformam-se em lobos, cães, cobras, lagartos, aves, etc. Outros espíritos chegam ao cúmulo da queda que perdem as características humanas, transformando os seus corpos astrais em ovóides. Esta queda, provoca além da perda de energias, a perda da consciência. Ficam também subjugados por outros espíritos. Apesar de todo este quadro, pouco esperançoso, das trevas, mesmo sabendo que no nosso orbe o mal prevalece sobre o bem, há também o lado da Luz, da Lei, do Bem. E este lado é tão grande e mais organizado que as organizações das trevas. Existem, também, diversas organizações, com variados trabalhos e ações, mas com um único objetivo de resgatar das trevas e do mal, os espíritos “caídos”. Vemos colônias espirituais, hospitais no astral, postos avançados da Luz nos Umbrais, caravanas de tarefeiros, correntes de cura, socorristas, etc., afeitos e afinizados aos trabalhos dos centros espíritas. Vemos também, outros trabalhadores espirituais, ligados aos diversos cultos, seja na Umbanda, Candomblé, Quimbanda, etc. Especificamente na Umbanda, vemos através das Sete Linhas, vários Orixás hierarquizados. Existem vários níveis na hierarquia dos Orixás. Começando pelos mais altos espíritos, que estão próximos do Criador, até os Orixás Menores ou Planetários (aqueles que são ligados e responsáveis por cada orbe, pela sua evolução). Temos como exemplo de Orixá Menor, o próprio Mestre Jesus, que está na linha de Oxalá e é considerado Oxalá, mas como Orixá Menor. Mesmo sendo Orixás Menores, este espíritos são da mais alta escol. Abaixo destes Orixás, estão os chefes de legiões e suas hierarquias. Estes espíritos “chefes” usam as três roupagens básicas : Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças. Apenas na linha de Yorimá ou Obaluaê manifestam os Pretos-Velhos. Na linha de Yori ou Ibeji as Crianças. Nas demais linhas (Oxalá, Oxóssi, Ogum, Xangô e Yemanjá) manifestam-se os Caboclos. Outras entidades tais como : baianos, boiadeiros, marinheiros, ondinas, sereias, iaras, etc., são espíritos que compõem as sub-linhas afeitas e subordinadas às sete linhas e aos chefes de legiões. Alguns Caboclos, Crianças ou Pretos-Velhos, às vezes, usam algumas destas roupagens para determinados trabalhos ou missões. Como em nosso Universo (Astral) as manifestações se dividem em duas e manifestam-se como pares : positivo-negativo, ativo-passivo, masculino-feminino, etc. A Umbanda que é paralela ativa, tem como par passivo a Quimbanda (não confundir com a quiumbanda, que é a manifestação das trevas). A Quimbanda, que é a força paralela passiva da Umbanda, força equilibradora da Umbanda. A Quimbanda - são os Sete Planos Opostos da Lei, é o conjunto oposto da Lei. Quando falamos em “oposto” à Lei, não queremos dizer aquilo que está em desacordo à Lei, mas a maneira oposta de como a Lei é aplicada. Na Quimbanda que os Exús se manifestam, a Quimbanda, portanto é o “reino” dos Exús. Os Exús são os “mensageiros” dos Orixás aqui na Terra. Através deles, os Orixás podem se manifestar nas trevas. Então, para cada chefe de falange, sub-chefe, etc. na Umbanda, temos uma entidade correspondente (ou par) na Quimbanda. Os Exús, são considerados como “policiais”, que agem pela Lei, no sub-mundo do “crime” organizado. As “equipes” de Exús sempre estão nestas zonas infernais, mas, não vivem nela. Passam, a maior parte do tempo nela, mas não fazem parte dela. Devido a esta característica, os Exús, são confundidos com os quiumbas. Videntes os vêem nestes lugares e erroneamente dizem que eles são de lá. Os Exús, estão também, divididos em hierarquias. Onde temos Exús muito ligados aos Orixás Menores até aqueles Exús ligados aos trabalhos mais próximos às trevas. Os Exús dividem-se hierarquicamente, em três planos ou três ciclos e em sete graus. A divisão está formada “de cima para baixo” :
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TERCEIRO CICLO Contém o Sétimo, Sexto e Quinto graus Neste Ciclo, encontramos os Exús Coroados : são aqueles que tem grande evolução, já estão nas funções de mando. São os chefes das falanges. Recebem as ordens diretas dos chefes de legiões da Umbanda. Pouco são aqueles que se manifestam em algum médium. Apenas alguns médiuns, bem preparados, com enorme missão aqui na Terra, tem um Exú Coroado como o seu guardião pessoal. São os guardiões chefes de terreiro. Não mais reencarnam, já esgotaram há tempos os seus karmas. Sétimo Grau - Estão os Exús Chefe de Legião e para cada Linha da Umbanda, temos um Exú no Sétimo Grau, portanto, temos Sete Exús Chefes de Legião Sexto Grau - Estão os Exús Chefes de Falange. São Sete Exús Chefes de Falange subordinados a cada Exú Chefe de Legião, portanto, temos 49 Exús Chefes de Falange. Quinto Grau - Estão os Exús Chefes de Sub-Falange. São Sete Exús Chefes de Sub-Falange subordinados a cada Exú Chefe de Falange, portanto, são 343 Exús Chefes de Sub-Falange. SEGUNDO CICLO Contém o Quarto Grau Exús Cruzados ou Batizados : são subordinados dos Exús Coroados. Já tem a noção do bem e do mal. São os Exús mais comuns que se manifestam nos terreiros. Também, tem funções de sub-chefes. Fazem parte da segurança de um terreiro. O campo de atuação destes Exús está nas sombras (entre a Luz e as Trevas). Estão ainda nos ciclos de reencarnações. Quarto Grau - Estão os Exús Chefes de Agrupamento. São Sete Exús Chefes de Agrupamento e estão subordinados a cada Exú Chefe de Sub-Falange, portanto, são 2.401 Exús Chefes de Agrupamento. PRIMEIRO CICLO Contém o Terceiro, Segundo e Primeiro Graus Temos dois tipos de Exús neste ciclo: Exús Espadados - São subordinados do Exús Cruzados. O seu campo de atuação encontra-se entre as sombras e as trevas. Exús Pagãos - São subordinados aos Exús de nível acima. São aqueles que não tem distinção exata entre o bem e o mal. São conhecidos também como “rabos-de-encruza”. Aceitam qualquer tipo de trabalho, desde que se pague bem. Por isso não são confiáveis. São comandados de maneira intensiva pelos Exús de hierarquias superiores. Quando fazem algo errado, são castigados pelos seus chefes e querem vingar-se de quem os mandou fazer a coisa errada. São ex-quiumbas, capturados e depois adaptados aos trabalhos dos Exús. O campo de atuação dos Exús Pagãos são as trevas. Conseguem se infiltrar facilmente nas organizações das trevas. São muito usados pelos Exús dos níveis acima, devido esta facilidade de penetração nas trevas. Terceiro Grau - Estão os Exús Chefes de Coluna. São Sete Exús Chefes de Coluna e estão subordinados a cada Exú Chefe de Agrupamento, portanto, são 16.807 Exús Chefes de Coluna. Segundo Grau - Estão os Exús Chefes de Sub-Coluna. São Sete Exús Chefes de Sub-Coluna e estão subordinados a cada Exú Chefe de Coluna, portanto, são 117.649 Exús Chefes de Sub-Coluna. Primeiro Grau - Estão os Exús Integrantes de Sub-Colunas e são milhares de espíritos nesta função. Os Exús, em geral, sob a nossa ótica, não são bons nem ruins, são apenas executores da Lei. Ogum, responsável pela execução da Lei, determina as execuções aos Exús. A maneira dos Exús atuarem às vezes nos chocam, pois achamos que eles devem ser caridosos, benevolentes, etc. Mas, como podemos tratar mentes transviadas no mal? Os Exús usam as ferramentas que sabem usar : a força, o medo, as magias, as capturas, etc. Os métodos podem parecer, para nós, um pouco sem “amor”, mas eles, sabem como agir quando necessitam que a Lei chegue nas trevas. Eles ajudam aqueles que querem retornar à Luz, mas não auxiliam aqueles que querem “cair” nas trevas. Quando a Lei deve ser executada, eles a executam da melhor maneira possível doa a quem doer. Há um ditado muito providencial que diz : “Cuidado com o que se pede a um Exú, pois poderá ser atendido.” Ou seja, se um Exú se manifestar e pedirmos que ele faça o mal, ele poderá fazê-lo, mas ou porque ele sabe que esse mal retornará a quem o pediu ou porque não tem noção do que está fazendo (um Exú pagão). Os Exús, como executores da Lei e do Karma, esgotam os vícios humanos, de maneira intensiva. Às vezes, um veneno é combatido com o próprio veneno, da mesma maneira que a picada de uma cobra venenosa. Assim, muitos vícios e desvios, são combatidos com eles mesmos. Um exemplo, para ilustrar : Uma pessoa quando está desequilibrada no campo da fé, precisa de um tratamento de choque. Normalmente ela, após muitas quedas, recorre a uma religião e torna-se fanática, ou seja, ela esgota o seu desequilíbrio, com outro desequilíbrio : a falta de fé com o fanatismo. Parece um paradoxo ? Sim, parece, mas é extremamente necessário. Outro exemplo é o vício às drogas, onde é preciso de algo maior para esgotar este vício : ou a prisão, a morte, uma doença, etc. A Lei é sempre justa, às vezes somente um tratamento de choque remove um espírito do mal caminho. E são os Exús que aplicam o antídoto para os diversos venenos. Os Exús estão ligados de maneira intensiva com os assuntos terra-a-terra (dinheiro, disputas, sexo, etc.). Quando a Lei permite, eles executam os diversos pedidos materiais dos encarnados. Os Exús tem sob o domínio todas as energias livres, contidas em sangue, cadáveres, esperma, etc. Por isso seus campos de atuação são : cemitérios, matadouros, prostíbulos, boates, necrotérios, etc. Eles lá estão porque frenam (bloqueiam) as investidas dos quiumbas e espíritos endurecidos que se comprazem nos vícios e na matéria. Os kiumbas, seres astutos, conseguem se manifestar como um Exú, num terreiro muito preso às magias negras e assuntos que nada trazem elevação espiritual. Ao se manifestarem, pedem inúmeras oferendas, trabalhos, despachos, em troca destes favores fúteis. Normalmente eles pedem muito sangue, bebidas alcóolicas e fumo. Chegam a enganar tanto (ou fascinar) que fazem as mulheres que procuram estes “terreiros”, pagarem as suas “contas” fazendo sexo com o médium “deles”. Ou seja, eles vampirizam o casal quando o ato sexual se efetua. Mas, e os verdadeiros Exús deixam ? É uma pergunta que comumente fazemos quando estes disparates ocorrem. Os Exús, permitem isso, para darem lição nestes falsos chefes de terreiros ou médiuns. Como já foram mostrados os métodos dos Exús, para fazer com que a Lei se cumpra, são variados. Muitas vezes, também, a obsessão é tão grande e profunda que os Exús, não podem separar de uma só vez obsedado e obsessor, pois isso causaria a ambos um prejuízo enorme. Outras vezes, os Exús deixam que isso aconteça, para criar “armadilhas” contra os quiumbas, que uma vez instalados nos terreiros, são facilmente capturados e assim, após um interrogatório, podem revelar segredos de suas organizações que logo em seguida são desmanteladas. Alguns terreiros, depois disso, são também desmantelados pelas ações dos Exús, causando doenças que afastam os médiuns, as pessoas, etc. “Ai daquele que provoca um escândalo, mas o escândalo é necessário”. A roupagem fluídica dos Exús varia de acordo com o seu grau evolutivo, função, missão e localização. Normalmente, em campos de batalhas eles usam o uniforme adequado. Seu aspecto tem sempre a função de amedrontar e intimidar. Suas emanações vibratórias são pesadas, perturbadoras. Suas irradiações magnéticas causam sensações mórbidas e de pavor. É claro que em determinados lugares, eles se apresentarão de maneira diversa. Em centros espíritas, podem aparecer com “guardas”. Em caravanas espirituais, como lanceiros. Já foi verificado que alguns se apresentam de maneira fina : com ternos, chapéus, etc. Eles tem grande capacidade de mudar a aparência, podem surgir como seres horrendos, animais grotescos, etc. Grandes batalhas são travadas entre o bem e o mal. Muita energia é despendida nestas investidas e os Exús, por atuarem assim, acabam gastando enormemente as suas reservas energéticas. Depois de vários “dias” trabalhando, eles se recolhem em seus “quartéis” e repõem parte destas energias e aproveitam e estudam, discutem novas táticas, etc. Quando fazemos alguma oferenda para os Exús, eles “capturam” as energias dos elementos oferendados ou a parte etérica e “recarregam as suas baterias”. Mas, se o Exú é um espírito, porque ele precisa de oferendas materiais ? Como eles estão ligados ao terra-a-terra e ao sub-mundo astral que é muito denso, os Exús precisam retirar dos elementos materiais a energia que gastaram em seus trabalhos. Deve-se tomar muito cuidado com o que se oferenda, pois os elementos mais densos (sangue, carne, cadáveres, ossos) são atratores de espíritos endurecidos, que sentem necessidade de elementos materiais. Portanto, é melhor manipular elementos sutis nas oferendas (frutas, incensos, ervas, etc.) Pode-se então ofertar um animal sacrificado para um Exú? Sim, em teoria pode. Mas pense bem, um animal inocente tem que pagar com a vida para que possa reabilitar a nossa ligação com um Exú? Não deve-se destruir uma vida por isso. Para harmonizar algo deve-se desarmonizar outro? Não há muita lógica nisso. Mas, o sangue, por ter um alto teor energético, com certeza restauraria rapidamente as “baterias” de um Exú. Mas, além deste aspecto pouco prático que é o sacrifício de um pobre animal, deve-se considerar mais três coisas : - Os inimigos da Umbanda, sempre se apegam a este tipo de oferenda para dizer que é uma religião demoníaca. Quando uma pessoa passa em frente a um despacho numa encruzilhada, aquela cena causa-lhe desagradáveis sensações e os seus pensamentos negativos vão se juntar à egrégora negativa já criada com um despacho. - Oferendas com sangue ou carne atraem muitos quiumbas, às vezes, impedindo que o próprio Exú se aproxime, portanto, estará alimentando os vícios destes espíritos. - Quem sabe manipular energia para oferendar aos amigos Exús, nunca precisará trabalhar com sangue ou seus derivados. Resumindo, é melhor não utilizar e manipular este tipo de elemento em oferendas, ebós, sacudimentos, etc. pois os resultados podem ser negativos e prejudiciais. Além disso, a verdadeira oferenda tem a principal função de reenergizar ou sublimar o próprio médium. Então, o melhor é oferendar elementos não densos, tais como frutas, ervas, velas, incensos, etc. Além destes aspectos já abordados, vale à pena mencionar os diversos níveis vibracionais, onde os espíritos ligados à Terra habitam. Estes níveis são e foram criados de acordo com cada grau evolutivo. Os níveis estão mais relacionados com o mundo da consciência do que com o mundo físico, ou seja, são mais estados de consciência do que um lugar fisicamente localizado. Como são níveis gerados por espíritos ligados de alguma forma com a evolução da Terra, estes níveis estão vinculados ao próprio planeta. Portanto, quando vemos descrições de camadas umbralinas localizadas em abismo sob a crosta terrestre, devemos entender que embora elas estejam localizadas com estes espaços físicos, elas estão no lado espiritual deste plano físico. Temos então, Sete Camadas Concêntricas Superiores e Sete Camadas Concêntricas Inferiores. A divisão está sempre formada “de cima para baixo” : CAMADAS CONCÊNTRICAS SUPERIORES Sétima, Sexta e Quinta Camadas - Zonas Luminosas Seres iluminados, isentos das reencarnações. Cumprem missões no planeta. Estão se libertando deste planeta, muitos já estagiam em outros mundos superiores. Quarta Camada - Zona de Transição Espíritos elevados, que colaboram com a evolução dos irmãos menores. Terceira, Segunda e Primeira Camadas - Zonas Fracamente Iluminadas A maioria dos espíritos que desencarnam estão nestas camadas. Estão em reparações e aprendizados para novas reencarnações. SUPERFÍCIE - Espíritos encarnados CAMADAS CONCÊNTRICAS INFERIORES Sétima Camada - Zona Sub-Crostal Superior Sexta, Quinta e Quarta Camadas - Zona das Sombras Zona Purgatoriais ou de Regeneração Quarta Camada - Zona de Transição Entre as sombras e as trevas. Zona de seres revoltados e dementados. Terceira, Segunda e Primeira Camadas - Zona das Trevas - Zona Sub-Crostal Inferior Os seres estão em estágio de insubmissos, renitentes e ostensivos às Leis Divinas. Não reconhecem Deus como o Ser mais superior. A atuação dos Exús está praticamente em todas as camadas inferiores, com exceção das Terceira, Segunda e Primeira Camadas, que eventualmente eles “descem” para missões especiais ou mandam os rabos-de-encruza, pois estão mais “ambientados” com as baixas e perniciosas vibrações. Não que os Exús não possam “descer” até lá, mas porque é desnecessário criar uma guerra com os seres infernais, apenas porque se invadiu aquelas zonas. A maioria dos livros espíritas que tratam do assunto dos níveis vibracionais não chega sequer a mencionar algo além das camadas intermediárias ou médio e alto umbral. Descrevem na maioria das vezes as camadas que ficam as sombras e não as trevas, pois os espíritos que fazem tais incursões não podem ou não devem “baixar” mais, pois somente cabe aos Exús, espíritos especializados “descer” tanto. INVOCAÇÃO DE EXÚ Pelo galo que cantou… Pela Lua que clareou… Pelo poder do ar que assobiou… Pelo poder do ar que balançou… Pelos poderes da Encruzilhada… Pelo poder do Sr. Exú Que as forças possam girar E nesse giro Exú possa-me ajudar E também livre-me de todo e qualquer mal Seja no campo Material ou Astral Salve Exú Laroiê e Mojibá.
As Pombas-Giras O termo Pomba-Gira é corruptela do termo “Bombogira” que significa em Nagô, Exú. A origem do termo Pomba-Gira, também é encontrado na história. No passado ocorreu uma luta entre a ordem dórica e a ordem iônica. A primeira guardava a tradição e seus puros conhecimentos. Já a iônica tinha-os totalmente deturpados. O símbolo desta ordem era uma pomba-vermelha, a pomba de Yona. Como estes contribuiram para a deturpação da tradição e foi uma ordem formada pela maioria por mulheres tinham que saldar suas dívidas. Atualmente elas vem pela Lei de Umbanda como Pomba-Giras para ensinar e fazer seu resgate do passado. Se Exú já é mal interpretado, confundindo-o com o diabo, quem dirá a Pomba-Gira? Dizem que Pomba-Gira é uma mulher da rua, uma prostituta. Que Pomba-Gira é mulher de Sete Exús! As distorções e preconceitos são características dos seres humanos, quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou materializar conceitos abstratos, distorcendo-os. Pomba-Gira é um Exú Feminino, não são prostitutas. Na verdade, dos Sete Exús Chefes de Legião - do Sétimo Grau, apenas um Exú é feminino, ou seja, ocorreu uma inversão destes conceitos, dizendo que a Pomba-Gira é mulher de Sete Exús, o que na verdade seria: dos Sete Exús, um é mulher. Dentro da hierarquia do Exú Feminino (Pomba-Gira), estão divididas em níveis diversas outras Pomba-Giras, da mesma forma que as demais falanges. É claro que em alguns casos podem ocorrer que uma delas, em alguma encarnação, tivesse sido uma prostituta, mas isso não significa que as Pomba-Giras tenham sido todas prostitutas e que assim agem. A função das Pomba-Giras está relacionada à sensualidade. Elas frenam os desvios sexuais dos seres humanos, direcionam as energias sexuais para a construção e evitam as destruições. A sensualidade desenfreada é um dos “sete pecados capitais” que destroem o homem : a volúpia. Este vício é alimentado tanto pelos encarnados, quanto pelos desencarnados, criando um ciclo ininterrupto, caso as Pomba-Giras não atuassem neste campo emocional. As Pomba-Giras são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São, como qualquer Exú, executoras da Lei e do Karma. Cabe à elas esgotar os vícios ligados ao sexo. Quando um espírito é extremamente viciado ao sexo, elas, às vezes, dão a ele “overdoses” de sexo, para esgotá-lo de uma vez por todas. Elas, ao se manifestarem, carregam em si grande energia sensual, não significando que sejam desequilibradas, mas sim que recorrem a este expediente para “descarregar” o ambiente deste tipo de energia negativa. São espíritos alegres e gostam de conversar sobre a vida. São astutas, pois conhecem a maioria das más intenções. Estendem os assuntos ou alguma situação, só para que chegue ao âmago do assunto. É preciso esclarecer que o Exú é uma entidade ou designação energética que está sempre dividido em duas partes, o que faz seu equilíbrio energético: a energia masculina e a energia feminina. Um Exú, quando arria num terreiro, traz sempre sua energia feminina e, vice-versa, quando uma Pomba-Gira arria, traz sempre sua energia masculina. Explicando melhor: um Exú sempre leva sua Pomba-Gira em qualquer que vá, pois a Pomba-Gira faz parte da consituição energética do Exú, e vice-versa. Não existe, portanto, um Exú somente com sua energia masculina. Um Exú nunca é uma energia única e separada. Isto não quer dizer que quando um Exú incorpora, obrigatoriamente sua Pomba-Gira deve incorporar, mas certamente ela estará muito próxima e atuando junto a ele nos trabalhos desenvolvidos. Em Resumo… Exú é o elo de ligação entre tudo que existe. É a ligação entre os seres divinos e os seres terrenos, e ligação entre os seres sub-crostais e a matéria. Exú é o guardião dos caminhos, soldado dos PRETOS-VELHOS e CABOCLOS, emissário entre os homens e os ORIXÁS, lutador contra o mau, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado. O Orixá telúrico, executor da Justiça kármica, guardião da magia, intermediário entre os homens e os Orixás. Exú não é bom nem ruim; cumpre uma função de regulador; é o termômetro das condições astro-físicas do planeta. Todo o emocional, todos os instintos, todas as paixões são manipuladas pelo Exú: essas são as suas demandas. EXÚ NÃO É BOM NEM MAU, É JUSTO. Os Exús atuam como executores da Lei, acima dos conceitos do Bem e do Mau, por isso, são chamados Exús de Lei, por atuarem como agentes da Justiça kármica, e como tal, espíritos responsáveis, conscientes de suas funções e jurisdições. Não são os Exús quem fazem as Leis, eles apenas as cumprem executando-as em nível planetário. Exú gosta de rir, brincar com as pessoas, mas nem por isso seu trabalho não é sério. Gostar de beber e fumar, ao contrário do que muitos pensam, em nada influencia o trabalho do Exú. A bebida e o fumo são elementos de aproximação, fazendo com que as pessoas se identifiquem, ficando mais descontraídas como se estivessem em uma festa. Mas cigarros e bebidas são alguns de seus elementos de trabalho. Caso não tenha bebida ou cigarro, o Exú trabalha do mesmo jeito, pois sua finalidade é apenas ajudar àqueles que o procuram. Em seu trabalho o Exú corta demanda, cria condições de exito, desfaz trabalhos, feitiços e magia negra. Às vezes temido, às vezes amado, mas sempre alegre, honesto e combatente da maldade do mundo. São eles os Exús, nossos amigos, sendo considerados as entidades mais próximas do ser encarnado, eles nos ajudam em todas as horas e merecem nosso respeito. Mensageiros dos Orixás maiores, os Exus são a porta para conseguir tudo o que for preciso. Donos das portas e tronqueiras eles podem fechar ou abrir nossos caminhos, e o caminho das Quimbas (entidades do lado Negro, espíritos obsessores). Para Exú, tudo começa e termina numa encruzilhada. ESTE É O EXÚ!!! A questão mitológica dos Exús é de se apresentarem com essa roupagem de trabalho (capas, caveiras, aspectos diabólicos, etc), mas que na realidade estes espíritos não precisariam destas manifestações. Apresentam-se assim por fazer parte do aspecto dualístico “da personalidade do Exú”, já que trabalha dentro das polaridades do bem e do mal. Convém lembrar que bem e mal são atributos da mente humana e de seus conceitos fundamentados pela sociedade vigente, assim como o conceito do pecado. Na questão da aparência de “demônio” atribuída aos Exús, isto foi desenvolvido por sociedades brancas aterrorizadas por escravos negros rebelados contra o totalitarismo de seus amos e pelo despotismo dos governos e dirigentes que os submetiam e os exploravam. Parte da contradição de identificar Exú com o diabo dos cristãos deve-se ao fato de tentar-se impor um credo católico aos escravos, por causa da grande quantidade de deuses e divindades que possuíam, justo um povo que havia sido submetido a acreditar em outros credos pela força das armas. É assim que, segundo disse Pierre Verger, “o branco aceita tudo do negro, inclusive suas mulheres”… e o negro aceita dos brancos seus deuses que lhe servem para ocultar detrás de suas imagens a sua própria religião. Logo após esta adaptação faltava encontrar um demônio e a controvertida e travessa figura de Exú foi a eleita. Por que Exú e não outro Orixá??? Porque Exú tem uma grande afinidade com os humanos e é o mais próximo ao mundo material. Exú escreve reto em linhas tortas; escreve torto em linhas retas; escreve torto em linhas tortas, só não consegue escrever reto em linhas retas. (por Sr. Marabô de Sinhá) Exú é o anjo guerreiro que faz do território inimigo sua morada e seu campo de trabalho. PRECE DE EXÚ Sou EXÚ, Senhor Pai, permite que assim te chame, pois, na realidade Tu o és, como és o meu Criador. Formaste-me da Poeira Ástrica, mas como tudo o que provém de Ti, sou real e eterno. Permite, Senhor, que eu possa servir-te nas humildes e desprezíveis tarefas criadas pelos teus humanos filhos. Os homens me tratam de anjo decaído, de povo traidor, de rei das trevas, de gênio do mal e de tudo o mais em que encontram palavras para exprimir o seu desprezo por mim, no entanto, nem suspeitam que nada mais sou que o reflexo de si mesmos. Não reclamo, não me queixo, porque esta é a Tua vontade. Sou escorraçado, sou condenado a habitar as profundezas escuras da Terra e trafegar pelas sendas tortuosas da provação. Sou invocado pela inconsciência dos homens a prejudicar o seu semelhante. Sou usado como instrumento para aniquilar aqueles que são odiados, movido pela covardia e maldade humanas sem contudo poder negar-me ou recorrer. Pelo pensamento dos inconscientes sou arrastado à descrença, à confusão e à ignomínia, pois esta é a condição que Tu me impuseste. Não reclamo Senhor, mas fico triste por ver os teus filhos que criaste à Tua imagem e semelhança serem envolvidos pelo turbilhão de iniquidades que eles mesmos criam e, eu, por Tua Lei inflexível, delas tenho de participar. No entanto, Senhor, na minha infinita pequenez e miséria, como me sinto grande e feliz quando encontro em algum coração um oásis de amor e sou solicitado a ajudar na prestação de uma caridade. Aceito, sem queixumes, Senhor, a Lei que, na Tua infinita sabedoria e justiça, me impuseste, a de executor das consciências, mas lamento e sofro mais, porque os homens até hoje não conseguiram compreender-me. Peço-Te oh! Pai Infinito, que lhes perdoe. Peço-Te não por mim, pois sei que tenho que completar o ciclo da minha provação, mas por eles, os Teus humanos filhos. Perdoa-os, e toma-os bons, porque somente através da bondade do seu coração poderei sentir a vibração do Teu amor e a graça do Teu perdão. |
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FLEURUTY (EXÚ TIRIRI) (Psicografado por A. J. Castro) FONTE:http://www.umbanda.amovoce.net |
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fonte: http://povodearuanda.wordpress.com/2006/12/06/exu/ |
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IN GOD WE TRUST - PAX - Site atualizado em 19/02/2009 |