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MANTRAS
DE
UMBANDA |
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"Os mantras ou pontos cantados,
são expressos através de uma série de sílabas e palavras ritmadas,
acompanhadas por palmas e instrumentos musicais específicos, como por
exemplo os atabaques. Sua finalidade é a de invocação, através do som e da
energia mental, da vibração cósmica dos Orixás e/ou de Entidades
espirituais durante as sessões, denominadas Giras de Umbanda ." -
RSJ |
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"A relação entre a fala, a respiração e o mantra
pode ser melhor demonstrada através do método pelo qual o mantra
funciona. Um mantra é uma série de sílabas cujo poder reside em seu
som; através da pronunciação repetida, pode-se obter controle sobre
uma determinada forma de energia. A energia do indivíduo está
fortemente ligada à energia externa, e uma pode influenciar a outra.
(...) É possível influenciar a energia externa, efetuando os
assim chamados "milagres". Tal atividade é realmente o resultado de se
ter controle sobre a própria energia, através do qual se obtém a
capacidade de comando sobre fenômenos externos."
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(Chögyal Namkhai Norbu, Dzogchen) |
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"Recitamos
e meditamos sobre o mantra, que é o som iluminado, a fala da divindade, a
união do som com a vacuidade. (...) Ele não possui uma realidade
intrínseca, é simplesmente a manifestação do som puro, experienciando
simultaneamente com sua vacuidade. Através do mantra, não nos apegamos
mais à realidade da fala e do som encontrados no cotidiano, mas os
experienciamos como sendo vazios. Então, a confusão do aspecto da fala de
nosso ser é transformada na consciência iluminada." |
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(Kalu Rinpoche, The
Dharma) |
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"Como
atuam os mantras? O som exerce um poderoso efeito sobre nosso corpo e
nossa mente. E pode acalmar-nos e dar-nos prazer ou ter influência
desarmonioza, gerando uma sensação sutil de irritação. O mantra é ainda
mais poderoso do que um som comum: é como uma porta que se abre para a
profundidade da experiência. Visto que os mantras não têm sentido
conceitual, não evocam respostas predeterminadas. Quando entoamos um
mantra, ficamos livres para transcender os reflexos habituais. O som do mantra pode tranqüilizar a mente e os sentidos, relaxar o corpo e
ligar-nos com uma energia natural e curativa." |
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(Tarthang Tulku,A mente oculta da liberdade) |
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Mantras entoados em
sessão de Descarrego das Sete Linhas |
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Folclore da Umbanda |
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Ó Deus salve esta casa santa, |
Oxalá meu pai, |
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Oi santa, oi santa, |
Tens pena de nos, tens dó, |
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Onde Deus fez a sua morada, |
A volta do mundo e grande, |
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Morada, morada, |
Os seus, poder é maior. |
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Onde mora o cálice bento, |
Nesta casa de guerreiro, |
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E a hóstia consagrada. |
Ogum, |
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Onde mora o cálice bento, |
Vim de longe pra rezar, |
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E a hóstia consagrada. |
Ogum, |
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Rogo a Deus pelos doentes, |
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Brilham as estrelas no céu, |
Ogum, |
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Brilham os peixinhos no mar, |
Na fé de Obatalá, |
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Calunga ê, ê, ê, ê, ê, |
Ogum, |
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Calunga a, a, a, a, a, |
Ò Deus salve a casa santa, |
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Ogum, |
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Hoje é o dia de Nossa Senhora, |
Os presentes e os ausentes, |
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De nossa mãe Yemanjá, |
Ogum, |
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Calunga ê, ê, ê, ê, ê, |
Salve nossas esperanças, |
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Calunga a, a, a, a, a. |
Ogum, |
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Salve velhos e crianças, |
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Eu corri terra, |
Ogum, |
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Eu corri mar, |
Preto Velho ensinou, |
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Até que eu cheguei na minha raiz, |
Ogum, |
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Ora viva Oxossi na mata, |
Na cartilha de Aruanda, |
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Que a folha da mangueira ainda não caiu, |
Ogum, |
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E Ogum não esqueceu, |
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Ora viva Oxossi na mata, |
Ogum, |
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Que a folha da mangueira ainda não caiu. |
Como vencer a demanda, |
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Ogum. |
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Eram duas ventarolas, |
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Duas ventarolas, |
Subi a pedreira, subi. |
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Ventando no mar, |
Pedra rolou, |
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Corisco de Xangô, |
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Eram duas ventarolas, |
Dizem que Xangô, |
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Duas ventarolas, |
Mora na pedreira, |
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Ventando no mar, |
Mas não é lá sua morada verdadeira, |
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Dizem que Xangô, |
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Uma era Yansan, Are-rê, |
Mora na pedreira, |
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A outra era Yemanjá, Odociá. |
Mas não é lá sua morada verdadeira, |
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Uma era Yansan, Are-rê, |
Xangô mora na cidade de luz, |
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A outra era Yemanjá, Odociá. |
Onde mora
Santa Bárbara e o menino Jesus. |
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Olha o barquinho de Cinda, |
Dizem que Xangô, |
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Cinda é que vem trabalhar, |
Mora na pedreira, |
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Olha o barquinho de Cinda, |
Mas não é lá sua morada verdadeira.(Bis) |
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Cinda é que vem trabalhar, |
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Descarrega, descarrega, |
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Cinda é mamãe Oxum, Aiê-iê-ô, |
Todo mal que aqui está, |
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Cinda é cobra coral. |
Leva, leva, leva, |
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Cinda é mamãe Oxum, Aiê-iê-ô, |
Tudo pro fundo do mar. |
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Cinda é cobra coral. |
(Repetir sete vezes) |
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Outros Pontos Cantados
de Umbanda |
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Folclore
da Umbanda |
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Ogum |
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Yemanjá |
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Por entre matas, por entre mares e terras, |
Eu fui, a beira da praia, |
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Eu entendi o que meu pai quis dizer, |
Pra ver o balanço do mar, |
| Por entre matas, por entre mares e terras, |
Eu fui, a beira da praia, |
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Eu entendi o que meu pai quis dizer, |
Pra ver o balanço do mar, |
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Ogum não devia beber, |
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| Ogum não devia fumar, |
Eu vi um retrato na areia, |
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Mais a fumaça são as nuvens que passam, |
Me lembrei da sereia, |
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E a espuma as ondas do mar. |
Comecei a cantar, |
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Oxossi |
Ô Janaina vem ver, |
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Eu vi chover, eu vi relampejar, |
Ô Janaina vem cá, |
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Mas mesmo assim o céu estava azul, |
Receber suas flores, |
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Firma seu ponto nas folhas da Jurema, |
Que venho lhe ofertar. |
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Que Oxossi é banda do maracatu. |
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Yansã |
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Xangô |
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Saravá Yansã, |
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Dos cabelos
louros, |
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Quando a lua
apareceu, |
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Leão na mata
roncou, |
Seu luar tem
prata, |
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A passarada
estremeceu, |
Sua coroa
tem ouro, |
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Olha a coral
que piou, piou, piou, |
Ê, ê, ê, ê, |
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Olha a coral
piou, |
Ê, ê, ê, á, |
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Saravá
Yansã, |
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Salve o povo
de Ganga, ô, |
Rainha do
Jacutá, |
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Chegou seu
Rei de Umbanda, ô, |
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Saravá nosso
Pai Xangô |
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Oxum |
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Oxalá |
Eu vi mamãe Oxum na cachoeira, |
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Sentada na beira do rio, |
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Abre a porta
o gente, |
Eu vi mamãe Oxum na cachoeira, |
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Que ai vem
Jesus, |
Sentada na beira do rio, |
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Ele vem
cansado, |
Colhendo lírios, lírio ê, |
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Com o peso
da cruz; |
Colhendo lírios, lírio à, |
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Vem de porta
em porta, |
Colhendo lírios, |
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Vai de rua
em rua, |
Pra enfeitar nosso congá. |
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Oh Deus da
minha alma, |
Colhendo lírios, lírio ê, |
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Sem culpa
nenhuma. |
Colhendo lírios, lírio à, |
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Colhendo lírios, |
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Pra enfeitar nosso congá. |
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BAIXE PONTOS CANTADOS DO TERREIRO PAI MANECO |
OS MANTRAS NAS OUTRAS RELIGIÕES
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